10.2.10


Camila e Bianca Bastos da Espaço Fashion, Nicole Scherzinger e campanha da House of Dereon com Beyoncé

Foi anunciado no último Fashion Rio a parceria entre a Espaço Fashion e a C&A. A data de estréia da coleção das irmãs Bianca e Camila bastos está prevista em 70 pontos de venda da rede C&A no Brasil no dia 01/04. Com inspirações no grunge e no estilo dos anos 90 a coleção conta com 65 peças entre roupas e acessórios além de três estampas criadas exclusivamente para essa parceria. É bacana esse iniciativa da C&A se inserindo mais no mercado fashion que já conta com parcerias de sucesso com estilistas do porte de Reinaldo Lourenço, Amir Slama e Isabela Capeto.

As novidades não param, num post anterior já adiantei outra empreitada da rede com a marca da cantora Beyoncé que ainda esse semestre passa a ser vendida nas lojas C&A do Brasil. E tem ainda a cantora Nicole Scherzinger, vocalista do grupo Pussycat Dolls que fotografou ontem uma outra campanha para a rede que ainda está para ser divulgada.

Por André Chaves

9.2.10

Quer se fantasiar e ainda ficar na moda nesse Carnaval? A Farm lançou uma coleção fofa inspirada em fantasias de carnaval como Maria Bonita, baiana, índia, cigana, melindrosa, etc para a foliã não fazer feio nos blocos. O melhor é que as roupas não ficam só no apelo carnavalesco e podem ser usadas o ano todo. Dá uma passada lá e aproveite a liquidação de até 50% na coleção da loja.

Por André Chaves
Beyoncé ou Sasha Fierce? O que se viu nos dois shows que aconteceram na Arena HSBC no domingo e na segunda-feira foi uma boa mistura das duas. Persona e alter ego conseguiram segurar um estádio lotado, onde sobrou elogios ao público brasileiro e mostrou uma artista animada e profissional ( o show não atrasou nem 10 minutos nos dois dias consecutivos ). De fato, Beyoncé é o que se pode chamar de artista completa. Não só canta ao vivo por quase duas horas de apresentação como tudo o que acontece nesse espetáculo, "I am... Tour", passa por sua aprovação ( e de sua mãe que compareceu firme nos dois dias e reforça o tino de business que a família Knowles tem ).

Mas engana-se quem acha que as intenções da cantora com o Brasil pararia por aí. Beyoncé acaba de assinar um contrato com a C&A para vender a coleção de sua marca, House of Dereon, nas lojas da rede. A previsão é que as peças já sejam lançadas ainda nesse semestre de 2010 com exclusividade nas lojas da C&A de todo o Brasil. E, para não perder a viagem, a cantora filmou ao lado de Alicia Keys o clipe que as duas gravaram em parceria para o último álbum de Alicia da música que se chama "Put it in a love song" na favela Dona Marta, no Rio de Janeiro. Do Rio, Beyoncé fecha sua agenda de shows em Salvador já tendo passado por Florianópolis e São Paulo.

Para uma mulher que recentemente levou pra casa 6 prêmios Grammy dos 10 em que concorria o acesso é difícil, quase impossível. Tudo é medido e a segurança da cantora ganha em s
impatia e profissionalismo. Quando Beyoncé passa você não chega perto nem 2 mestros dela. Mesmo assim a cantora era só sorrisos e se mostrou tão empolgada quanto os fãs e, não duvido, que demore a pôr seus pés novamente em terras brasileiras. Minha impressão disso tudo é que Beyoncé merece o título de diva provando que é muito mais do que gritos e rebolados. Volte sempre!


Por André Chaves


Preparados para a maratona de 7 dias de festas e novidades do Rio Music Conference 2010 ? O evento se aproxima e hoje dia 9/02 os sorteados aqui no Ask The Dust podem buscar seus ingressos no coquetel de lançamento RMC no Fashion Mall (3°piso). No som os DJs Renato Weiss, João Paulo, Léo Janeiro, o coletivo We Love Brasil e o top DJ Luciano. Até!

Por Jovian Vianna

Indiscutivelmente um dos brindes mais disputados da última edição de verão do Fashion Rio foi a bolsa em versão mini do desfile da Lenny. Para a felcidade de muitas a marca resolveu produzi-la em tamanho maior. A peça é feita em couro e juta e vai da praia ao trabalho.

Por André Chaves

8.2.10


Em time que está ganhando não se mexe e a parceria entre Miuccia Prada e o estúdio OMA de Rem Koolhaas e Pestellini Laparelli rendeu um ótimo look book para mostrar a coleçõe de verão masculina e feminina da Prada. Com fotos onde o fundo se mistura com a roupa e estética praia + cidade, o catálogo acaba por criar imagens inusitadas e cheias de efeito. Para quem não se lembra essa parceria entre o estúdio e a marca já vem desde 2001 com a loja da Prada no Soho e no ano passado com o Prada Transformer em Seoul.



Por André Chaves

6.2.10


Hoje os 100 primeiros que chegarem na festa Margareth, a Dama de Ferro ganham um gift card do Beatport, o maior portal de venda de música eletrônica do mundo. Este gift card contém 10 downloads gratuitos com faixas dos artistas que se apresentarão na Rio Music Conference. É muito fácil, as instruções estão no verso do cartão.

Os DJs Bacana, Brunno Mello e Gabriel Cevallos (NEON - POA) comandam a noite e o after fica a cargo de Paula Pedroza.

Dama de Ferro, Rua Vinicius de Moraes, 288 - Ipanema


Por Jovian Vianna

4.2.10

O Carnaval se aproxima e junto dele o Rio de Janeiro sedia a 2° edição do Rio Music Conference que esse ano conta com uma programação de festas com os melhores DJs do mundo entre eles Van Buuren, Erick Morillo, Steve Angello, Luciano, Sharam, Locodice, Tocadisco e os brasileiros Léo Janeiro, Maurício Lopes, Renato Ratier, Paula Pedroza, a dupla Felguk e o coletivo Life is a Loop.

Uma área de convivência batizada de Village contará com mais de 15 DJs fazendo o esquenta para a noite, um torneio de scratching também está na programação, além do Skol Beats Disco Bar e o restaurante 00 Cozinha Contemporânea, que preparou um cardápio exclusivo para o evento e seus convidados.


Na sexta (12), o DJ Tocadisco e o trio brazuca Life is a Loop dão início a maratona de festas junto dos DJs Mary Olivetti, o duo Felguk, Paula Pedroza, Giovannetti e o VJ Shamamix. Para o sábado (13), o top Erick Morillo que participou da 1° edição do RMC e é muito querido nas pistas brasileiras encabeça a noite que conta ainda com os DJs Rafael Nazareth, a marca We Love Brasil, Flutuance e o VJ Jodele Larcher.

No domingo (14), muito bafo e música de qualidade com o DJ e produtor Loco Dice, o top Luciano e os brasileiros Maurício Lopes, Renato Ratier, Renato Weiss e os VJs Comparsas. Na segunda (15), festa com uma parte do premiado duo Deep Dish, o iraniano‐americano, Sharam, o DJ e produtor grego super talentoso Steve Angelo e os brazucas Leo Janeiro, Marcelo CIC e João Paulo, com projeções do VJ Vagalume. Finalizando a terça profana (16), a festa fica com o top holandês Armin Van Buuren, que também participou da 1° edição do evento e os DJs Blake Jarrell, Bernardo Campos vs Pedro Mezonatto e Flow & Zeo.



Aqui no Ask The Dust temos seis convites para os leitores curtirem na Marina da Glória, quatro para domingo e dois para segunda de Carnaval.

Para tal basta responder nos comentários com dia de jogação escolhido, nome completo e e-mail para contato as seguintes perguntas: Em que ano o DJ Steve Angelo tocou em um grande festival carioca e qual o nome do DVD que Luciano gravou no Brasil em parceria com o clube chileno Quinto Sol?

Os leitores confirmados aqui e também nos workshops podem retirar seus convites n
a terça-feira, dia 09/2 às 20h no coquetel de lançamento RMC no Fasion Mall (3° piso). Boa Sorte!

Por Jovian Vianna
Todas as cores, preço sob consulta

A Impala Cosméticos acaba de criar esmaltes inspirados no movimento new wave dos anos 80. O Impala Mattefluors conta cinco cores totalmente fluor com estética matte. Disponível nas cores: verde ( spirit ), laranja ( tech ), violeta ( club ), amarelo ( fluors ) e rosa ( shock ). Para encerrar a tendência oitentista com chave de ouro.

Por André Chaves

Agora podendo falar com propriedade já que na festa de quinta-feira passada eu compareci, a proposta Club do Silêncio vale a pena, e muito. Noite divertida não fica só na música mas no alto astral das pessoas que comparecem e gostam do novo burburinho que se formou em relação ao uso de fones de ouvido na balada.

Deu certo e a galera acaba por se unir mais sugerindo canais e os trocando a cada música que passa. Ainda nas vantagens o Dama de Ferro ficou mais iluminado para a festa e ganhou decoração selvagem com folhas de bananeiras e até bananas de verdade para compor o climinha e fazer "macacos" dançarem até as 5 da manhã. Parabéns aos organizadores, não me divertia daquele jeito já fazia muito tempo.




Hoje rola mais uma edição com:

Mary Di no canal 1
DJ Luvas e Gabriel Olivieri no canal 2
Goo e Billy, The Kid no canal 3

Lista amiga R$15 até 0h e R$20 até as 3h
Para colocar nome na lista: geral@damadeferro.com.br

Dama de Ferro
Rua Vinícius de Moraes, 288 - Ipanema

Por André Chaves
Revendo os desfiles de Alta Costura deu para notar uma humanização naquela fábula toda que se espera de uma apresentação desse porte. Ficou evidente nessa temporada que a magia de peças de Alta Costura não reside somente em tecidos fabulosos ou em bordados e mão de obra trabalhosa. O que importa é um trabalho de construção meticuloso que negligencia a tecnologia moderna e se volta para métodos conhecidos pelo homem usados no seu cotidiano há tempos. O interessante é saber que uma peça sessa calibre, seja ela qual for será tratada de modo diferente, terá um elo desde seu croqui, passando pelo corte e costura, até sua finalização com a Casa que a produz e com os funcionários ali envolvidos.

Chanel

Falo isso pois uma peça das mais simples ganhou destaque nessa temporada: a bermuda. Ela aconteceu no desfile da Givenchy, de Alexis Mabille até na Chanel, sinalizando tempos de idéias mais soltas, que se desamarram do formalismo de eras passadas e ainda mostra um anseio de se atualizar. Além de bermudas as calças apareceram bastante nos desfiles, de corte preciso e pregas que criam sensação de volume. O desfile da Chanel chamou atenção por não desfilar uma peça na cor preta ou com listras navy, a mudança trouxe novos ares em tons pastéis e metálicos, uma estética mais fresca com peças mais leves. O tailleur de tweed, clássico da marca, ganha versão revisitada com as bermudas mencionadas acima.

Dior e Jean Paul Gaultier

Há também, nessa temporada, uma clara divisão entro os clássicos. Jean Paul Gaultier se inspira no México, com elementos Astecas ele trabalha até o jeans de forma couture. Há espaço para a rigidez das formas em vestidos vazados e com elementos como plumas e penas. O trabalha ganha um peso maior quado a inspiração nas florestas se faz mais evidente e seja nos recortes, nas estampas ou até mesmo nas folhas que aconteceram que o estilista se sai melhor, com idéias mais criativas. É também merecido o bom trabalho com metais, quando acontece. Já a Dior ganha aura equestre pelas mãos de John Galliano. O grande problema da marca reside em sua arte que acaba por não se modernizar. Boas contruções, bordados preciosos e imagem dos anos 50 inspiradas no New Look acabam por se perder numa apresentação onde tudo parece retrô demais.

Dos melhores desfiles fico com a transgressão da Valentino pelas mãos de Maria Grazia Chiuri e Peter Paolo Piccioli que trouxe ninfas em versão robotizada, tão atual e linda que é mais uma prova que alta costura não deve só criar vestidos impossíveis e sim, incitar desejos modernos também. Boas peças drapeadas em recortes coloridos ( as calças são irresistíveis ), volumes inflados e texturas interessantes que refrescaram a marca e que em alguns momentos lembra um primitivismo do bem. Esqueça os longos vermelhos, eles acontecem com babados em versão mini ou em peças mais soltas e transparentes como calças e blusas. Ponto positivo na escolha de uma paleta mais alegre que acontecem nos patch de tecidos drapeados e nos bordados.

Valentino

Quem também se destaca cada vez mais é Riccardo Tisci à frente da Givenchy. Riccardo tem um dom mágico de erotizar sem sexualizar o produto da marca. No verão a alta costura da Givenchy pe uma das mais atuais e desejáveis, com transparência ( em rendas e voil ), recortes inusitados ( como o sutiã que ganha recorte no meio do bojo ), plumas mil ( que aderem volume e farfalham em camisas e saias ) e no bom trabalho em bordado ( que faz às vezes de estampa com um quê étnico no mesmo tom das cores das roupas ). A marca é uma das que apostam nas calças e bermudas, com poucos vestidos ou poucas variações da peça. As peças em tons de verde e roxo são as melhores do desfile, mostram um trabalho minucioso e despertam desejo imediato.


Givenchy

Por André Chaves

3.2.10

Karl Lagerfeld tem novidades. O estilista lança em maio desse ano um livro de 96 páginas chamado "The beauty of violence", todas com fotos do modelo Baptiste Giabiconi feitas por Karl em expressões corporais dramáticas e absortas além de um erotismo que fica no ar.

A pré-venda já pode ser encontrada no site da Amazon clicando nesse link e sai por 31,50 dólares. Vale a pena ver o trabalho do Kaiser que já assina as fotos da campanha da Fendi e Chanel, marcas nas quais ele desenha. O modelo escolhido para o material é seu novo pupilo e foi descoberto por Karl nas páginas da Vogue França.

Por André Chaves
Lembra do Rio Moda Hype que acontecia junto ao Fashion Rio e que nessa edição não aconteceu? Pois é, o evento que ainda está de pé convoca novos estilistas para mostrarem seus trabalhos no processo de seleção para o verão 2011.

O evento acontece em maio de 2010 e os interessados podem clicar no blog do Prêmio Rio Moda Hype para entender todo o preocedimento. É uma boa visibilidade participar de um evento desses a exemplo de Henrique Gonçalves que saiu das passarelas do Rio Moda Hype e ganhou desfile solo no Fashion Rio com sua marca, R.Groove.

Data e local dos desfiles e local de entrega do material ainda não foram divulgados. No blog você fica sabendo do regulamento e materiais necessários para participar além de esclarecer dúvidas. Vale lembrar que as inscrições abrem dia 25 de fevereiro e terminam no dia 03 de março. É hora de valorizar o seu talento!

Look de inverno R.Groove

Por André Chaves

2.2.10

No sábado antes de me acabar na Lapa com Rio Maracatu, Céu na Terra e Rancho Flor do Sereno no esquenta do Concurso Nacional de Marchinhas, deu um bizú no Paço Imperial onde até o dia 28 de fevereiro fica em cartaz a expo Rumos Artes Visuais - Trilhas do Desejo que começou em São Paulo, passou por Brasília, Curitiba, Salvador e termina sua itinerância ao ser montada novamente de forma integral aqui no Rio de Janeiro.

Coordenado por Paulo Sergio Duarte a mostra conta com 45 artistas e coletivos de todo o Brasil selecionados na quarta edição do Rumos Artes Visuais. A última edição do concurso teve mais de 1.600 inscrições vindas de todos os estados brasileiros. Para entender o processo de seleção do Rumos Artes Visuais, clique aqui e veja matérias e vídeos.

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Saindo de lá ainda passamos na Caixa Cultural para conferir o trabalho do pernambucano José Patrício na expo José Patrício: O Número que tem curadoria de Paulo Herkenhoff e reúne 12 obras produzidas entre 2004 e 2009 até o dia 7 de fevereiro. Na Galeria 3 do mesmo local fica em cartaz até o dia 28 de fevereiro a expo Rubem Ludolf - Obra Reunida formando um ótimo painel com 90 obras do artista entre guaches, óleos e caixas de acrílico. Vale o confere!

Para o pessoal do cinema a mostra Godard 80 segue em cartaz até domingo (7), e celebra os 80 anos do cineasta Jean-Luc Godard com uma ótima seleção de filmes e ainda uma pequena expo de fotografias mostrando o mesmo em suas produções. A comemoração fica completa com a exibição de 16 de seus principais filmes entre eles Nouvelle Vague (1962), Alphaville (1965) e O Demônio das Onze Horas (1966). A programação completa você confere no site da instituição linkado acima.



Por Jovian Vianna
Na onda dos acessórios coloridos a Arezzo preparou uma série de relógios de design bacana e ultra-femininos que combinam com a roupa do dia a dia. Basta escolher a cor e se jogar com pontos de cores fortes como amarelo, laranja, rosa e verde. Há versões nas cores preto e branco também, para as mais contidas.

Cada relógio sai por R$49,90

Por André Chaves

1.2.10

Givenchy e Comme des Garçons

Diferente de Milão, Paris mostrou melhores idéias para a temporada de inverno 2010 nos desfiles masculinos. Com elementos similares a execução se mostra mais precisa e dá sinais de avanços na capital francesa. O shape continua largo e ganha força nas sobreposições onde um de seus melhores exemplos estava na Comme des Garçons e os exercícios de styling proposto por Rei Kawakubo.

Com sobreposições de calça
s e bermudas a alfaiataria vem mais leve com tecidos em algodão meio que amassados e de aspecto informal. A marca também adere ao esporte sutil nos coletes que acontecem de forma assimétrica usados com a camisaria. Já Stefano Pilati para a Yves Saint Laurent investe em uma estética tipicamente parisiense e num mundo onde skinnys reinam, ele solta as formas com casacos, robes, e calças mais largas, de tecidos como a lã fria.

O toque de midas do estilista está no comprimento das camisas, mais longas e que ganh
am recortes ou acontecem inteiras fazendo às vezes de saias quando ultrapassam o comprimento dos paletós. Aqui vale a precisa construção onde clássico e moderno se misturam respeitando um o espaço do outro.

E, se saias aconteceram como propostas das mais avançadas em Milão, em Paris elas aparecem e confirmam-se nos desfiles de Jean Paul Gaultier que retira do boxe a inspiração de sua coleção com imagens que mixam na medida certa o streetwear com peças mais clássicas além de utilizar sobreposições de shorts e calças como citado acima e John Galliano que mixa Sherlock Holmes, lingerie (que acontece em espartilhos, resquícios de sua coleção de verão para a Dior), boxe (no underwear cheio de recortes e shape justinho), e oriental (nos acetinados menos desejáveis). Sherlock Holmes foi uma boa desculpa para se trabalhar de forma bem clássica ternos e capas com um quê muito inglês de ser, deu certo e segurou o show inteiro.

Ann Demeleumeester, Dries Van Noten e Yves Saint Laurent

Outra estilista que mixa clássicos com uma estética mais atual com um viés no gótico é Ann Demeleumeester. Capas, casacos mais compridos, peles, couro, apliques plumários e lã são usados com calças clochard deliciosamente bem construídas com a barra mais justa. Correntes modernizam os looks com boa aplicação de assimetria em amarrações de casacos e suéteres de tricô.

Na Lanvin a alfaiataria se mistura com o esportivo nas mãos de Alber Elbaz e Lucas Ossendrijver. O esportivo surge sutilmente em desdobramentos como utilitário em peças com bolsos e no uso de tecidos como o náilon em casacos mais soltos. Ainda há espaço para peças em lã, metalizados e malha em devoré num bom suéter da marca. Paletós mais longos e mangas com um quê destroyed em sua costura são elementos que poderiam ter sido ma
is explorados. A marca também investe no corte mais arredondado em casacos de tricô e na assimetria de peças mais elaboradas.

John Galliano, Jean Paul Gaultuer e Lanvin

Dries Van Noten também se arrisca num ótimo crash de padronagens e seu melhor acontece na camisaria mais fresca e com propostas mais interessantes como na construção que usa tecidos de diferente padrões para as mangas das camisas. Peças de estética militar, quando acontecem ganham bossa como no trench coat debruado e as calças ganham sanfona nas barras que acabam por afunilá-las.

Mas o melhor de Paris, na minha opinião, fica com Ricardo Ticci para a Givenchy e uma moda mais simples de corte simplista e alfaiataria mais limpa. O estilista entra em caminhos sacros e cria uma das melhores imagens do inverno masculino com direito até a coroa de espinhos em versão dourada e sandálias. Casacos de abotoamento duplo, calças mais secas, sobreposição de meia + bermuda em tom sobre tom preto, paletós mais justos, camisaria com recorte que culminam em bermudas-saias de linhas simples.

Há casacos com capuz que se misturam à alfaiataria em suas construções mais que ganham ar street com recortes e volumes. A Givenchy consegue nessa temporada um minimalismo que já se mostra sendo desejado, com limpeza de excessos e cortes mais simples.

Por André Chaves

O espaço dedicado a negócios, palestras e workshops do Rio Music Conference nos dias 10 e 11 de fevereiro esse ano conta com a participação de expositores importantes dentro do mercado como Pioneer, Resident Advisor, Beatport, DJ Lab, Dancefuel, Privilége, D‐Edge, Multishow e UC Music Group.

Além disso o evento ainda conta com ótimas palestras divididas em dois dias como Economia e Mercado (10), com Octavio Fagundes (Pivilege), Luiz Eurico Klotz (3Plus), Roberto Verta (Time For Fun) e Ryan Keeling (Resident Advisor) e O Momento DJ no Brasil (11), com Gui Boratto (Produtor Musical), Gabriel Gaiarsa (Clash Club), Magal (DJ), Maurício Lopes (DJ), Felguk (Produtores Musicais) e Camilo Rocha (Portal Vírgula) e outros temas que serão abordados nos intervalos em painéis como direitos autorais e leis de incentivo.

O Auditório abrigará também um bate-papo com o top DJ Armin Van Buuren, eleito o número um do mundo pela revista DJ Mag e quatro workshops como o de mixagem e masterização comentado por aqui.

O Ask The Dust tem dois convites para os workshops e sortearemos entre nossos leitores interessados que podem entrar no site do evento e conferir a programação completa. Para concorrer basta responder nos comentários deixando nome completo e e-mail para contato quantas vezes o DJ Armin Van Buuren foi considerado o melhor do mundo?

Por Jovian Vianna

Passada a fase riponga a coleção de verão 2010 da Gucci é uma das que mais se assemelha aos trabalhos de seu estilista pré Frida Giannini. A estilista lançou mão de elementos futuristas e construções complicadas já sinalizando o anseio da marca por uma moda mais couture. Natasha Poly e Ryan Kennedy foram fotografados pela dupla Mert & Marcus numa estética que insere a ótima coleção de verão da Gucci com o cenário de Palm Beach.



Por André Chaves

29.1.10

Ilustrações por Bianca Tupinambá

Nesse mês de janeiro tivemos o prazer de acolher no Ask The Art uma ilustração de Bianca Tupinambá. Adoramos a Carmen Miranda estilizada feita por ela e, digo mais, Bianca tem trabalhos incríveis. A boa notícia é que ela vende suas ilustrações e telas todas com um viés em comum que permeia o seu material. Carioca, Bianca também trabalha em parceria com a marca Homem De Barro, a Fixi Comunicação e o WeLoveModels e aflorou seu talento (pois descobrir não seria a palavara certa nesse caso), vendo o trabalho do namorado, o cartunista Adam Rabello.

Criatividade é o que não falta em seu trabalho e ela chega a produzir seis desenhos por semana e agora abriu com um amigo designer a marca Co-lapso que vende tênis e sapatilhas com suas ilustrações estampadas.
Vale a pena dar uma espiada em seus desenhos no site
www.vejoemcores.com.br e no produto da Co-lapso no endereço www.zazzle.com.br/co_lapso.

Sapatilha e tênis Co-lapso

Para maiores informações e contato direto, segue o e-mail: vejoemcores@gmail.com

Talento e criatividade ela já tem, só nos cabe desejar sucesso, muito sucesso!

Por André Chaves

28.1.10

O sol do verão pode deixar seus lábios mais ressecados, é por isso que eu descobrir um lip balm incrível da estilista espanhola Agatha Ruiz de la Prada.

Ele não é novidade e já está sendo vendido faz tempo e no Brasil nas lojas da Renner.e em algumas farmácias. Com uma latinha fofa, com desenhos coloridinhos que lembram o trabalho da estilista os lip balms acontecem em 5 cheirinhos de frutas: maracujá, mamão, framboesa, kiwi, cereja e tutti frutti.

O produto não tem gosto de nada e você consegue encontrá-lo por R$19,90 nas lojas e acredite, vale o custo/benefício.


Por André Chaves


Nesta quinta-feira a festa conta com:
Mary Di no canal 1
José Camarano e Xande no canal 2
Goo & Billy, The Kid no canal 3

RS15 na lista até 0h
R$20 até as 3h

Há também intervenções da "macacada" marcada para esse domingo, dia 31/01, na Lagoa em frente ao pedalinho ás 18h.

Por André Chaves
D&G, Versace e Prada

Os desfiles maculino em Milão coincidiram com os desfiles da São Paulo Fashion Week. Sem muitas inovações as formas se desdobram no clássico e ganham shapes mais folgados quando entram tecidos e toda uma estética mais esportiva e shapes mais justos quando entra a veia é mais rocker. Vale destacar o bom trabalho com peças esportes, explorando o náilon em sua mais variada forma e os casaco com linguagem mais street e looks com profusa sobreposição nas marcas Emporio Armani e D&G, marca jovem da Dolce & Gabbana que em sua marca homônima preza pelo conforto em peças de corte mais simplificado e tecidos mais naturais como o algodão e o tricô.

Há um quê de montaria nas calças mais largas ou com reforço nos fundos além da inspiração de calções antigos na coleção de underwear da marca. Tons terrosos como marrom e cáqui completam o pacote. O veludo também dá pinta nesse guarda-roupa em versão coteçê na Dolce & Gabbana, mas não foi o único lugar onde ele aconteceu, e lá vai ele na Roberto Cavali porém, seu melhor momento acontece na coleção correta de Frida Giannini para a Gucci onde o tecido vira ternos ajustados e calças que ganham um brilho todo especial.

Dolce & Gabbana, Emporio Armani e Gucci

A alfaiataria mais correta e precisa e ponto pacífico em todas as coleções mas em especial o corte da Gucci tem um quê mais clássico e se inspiram em peças de alfaiataria antigas. E falando de uma das vantagens do veludo, o brilho acontece também para os homens. E há propostas mil: plástico na DSquared2, acetinado na Gucci, tramado na Roberto Cavalli e high tech na Versace. As estampas melhor acontecem na Roberto Cavalli que se vale da mistura de tecidos, texturas e padronagens para desenhar seu inverno de peças mais ajustadas e corretas.

Até paletós e calças entram na dança da estampa e convivem num mundo entre listras e xadrezes, brilho e fosco. Outro que se fortaleceu na estamparia foi Alexandre McQueen em coleção 100% estampada em caráter uniforme de camuflagem. Alexander insinua uma saia que não chega a ser um kilt mas que também não são tão curtas quanto as da proposta da Prada em coleções passadas.


A Versace com seu futurismo high tech, couro e peças justas. Donatella Versace acerta em cheio ao redesenhar seu homem que já, possivelmente, vive no futuro e deu super certo a equação camiseta com estampa lisérgica + calça de couro. A estilista dá um gás à marca com as construções mais rígidas em jaquetas de couro e camisetas com tramado de tecido tecnológico. Há a incidência do tricô (que acontece melhor, nesse inverno, nas versões mais fininhas fazendo sobreposição), e dos metalizados em alguns momentos.
Destaco também a DSquared2 que mistura rock com Hockey e se saí melhor no lado roqueiro de ser do que no esportivo. A marca já definiu bem sua estética e fica evidente no combo camisa branca + gravata + suéter de tricô fino + jeans. Essa fórmula é ainda a que mais dá certo e o barato é ver os irmãos que desenham a marca reinventando novos jeitos de usar essa fórmula já conhecida.

Alexander McQueen, DSquared2 e Roberto Cavalli

O top de Milão fica com a Prada e os exercícios sutis propostos por Miuccia que nesse inverno investe em sua própria linguagem para criar clássicos revisitados. A estilista se mostra contemporânea ás tendências com camuflado escrachado em estampa e que depois ganha novas cores despedindo-se do tradicional, boas sobreposições de tricô com tricô além de casacos com a trama que lembra um robe mais curto, casacos mais austeros e clássicos de inspiração leve militar no abotoamento duplo e comprimentos maiores. A novidade são camisas, cardigãs e suéteres mais curtos e justos que sobrepostos à camisaria acabam por criar novas imagens de moda, deu certo.

Por André Chaves

27.1.10

O Carnaval 2010 promete e muito para a o Rio de Janeiro. Um exemplo é a 2° edição do Rio Music Conference um dos mais importantes do mundo, assim como a Winter Music Conference (WMC), que inspirou o evento carioca se dividindo como no último ano com workshops e festas incríveis.

O Carnaval eletônico rola entre os dias 10 e 16 de fevereiro tendo como locação a querida e para alguns perfeita Marina da Glória, um time com os maiores DJs nacionais e internacionais em 5 dias de festas, além de palestras e
workshops com os melhores profissionais do mercado como Jonny Miller, DJ, produtor e professor do Point Blank, considerado o melhor curso de tecnologia musical do mundo para falar sobre produção musical, masterização e mixagem.

Aqui no Ask The Dust teremos convites para os
workshops e para as festas. Acompanhe nossas atualizações e concorra por um Carnaval-off totalmente inesquecível.

Por Jovian Vianna

Foi só por um tempinho que passou. O Gig, lounge bacaninha que acolhe os melhores drinks do Rio de janeiro no momento está de volta. E reabre com novidades, nessa sexta-feira ( 29/01 ) rola a instalação "Barriga de baleia" de João Machado. E não acaba aí, os 50 primeiros ganham taça de Chandon para comemorar o retorno e muitos dias de sucesso que ainda virão. A entrada é franca.

GIG
Rua Visconde de Pirajá, 437, sobreloja
Ipanema

Por André Chaves
Ellus, Juliana Jabour, Alexandre Herchcovitch, Giulia Borges, Fórum Tufi Duek, Auslander, Reinaldo Lourenço, Redley, Coven, Espaço Fashion, Printing e Têca

Estamos, acreditem, em era difíceis onde o estilo fica cada vez mais pessoal e a moda, como produto e informação, se pluraliza cada vez mais. Aqui no Brasil, para o próximo inverno, temos de um lado um Fashion Rio fraco, com propostas arrastadas que ainda beiram a temática dos anos 80 e ainda se utiliza de elementos da década para desenvolver suas visões futuras.

Do outro lado temos São Paulo que se mostra mais adiantes nas idéias e enxertando, mesmo que sutilmente, um anos 90 mais clean, mais limpo de excessos, mais puro. Mas ainda que partindo de linhas quase opostas existem elementos que se combinam entre si e é a partir daí que se pode fazer uma análise (mesmo que pseudo) parcial.

Comecemos pelas formas, mais soltas nessa temporada elas deixam de ser fluidas e ganham rigidez seja com material usado nas peças (couro, tricô), seja por armações nas suas construções. As mangas, nessa temporada ganham atenção especial e são trabalhadas, com formas variadas, aplique de correntes, tachas, brilhosas, quadradas elas são feitas para chamar a atenção. E chamam mesmo, até a manga presunto dá uma pinta nesse inverno em vestidos mais curtos.

E falando em comprimento, ás vezes parece que nem é inverno e a ordem é colocar as pernas de fora, em vestidos míni, com meias dos mais variados materiais contanto que colorida (as de látex de Juliana Jabour que o diga).

O tricô ganha brilho em sua trama e o lurex moderniza looks com a técnica. É na verdade a temporada do fio que ficou famoso nos anos 70 e que transforma fácil regatas básicas em peças que vão à noite. Nessa temporada aliado ao lurex estão as texturas com pêlos e há bons caminhos, quando aparecem, em tecidos como veludo, lã fria e o prório ticô que despenteado forma uma textura tipo pelúcia. Os melhores momentos do tricô está nas idéias da Coven e na execução de Lucas Nascimento que estreou no Fashion Rio com propostas confusas porém mostrando ser um conhecedor na área.

E falando de brilho, fala-se também de bordados, que dessa vez acontecem profusos em forma de spikes (Animale), tachas (Auslander), paetizados (Jefferson Kulig), correntes e adornos de metal (Cantão) e pedraria (Alexandre Herchcovitch). Eles humanizam looks que batem de frente com a estética futurista que dá o ar de sua graça em algumas marcas mas não emplaca. O handmade ganha espaço mais uma vez e a hora é de brilhar.

Tachas e spikes aparecem numa estética mais punk no jeanswear em lavagem escura onde os melhores momentos acontecem na tecnologia da Ellus, que através de uma resina dá ao tecido um aspecto de couro, ficou incrível e já nasce hit dessa temporada. As boas tentativas de patch de lavagens da Cantão brincando com claro/escuro de um mesmo tom de azul que viram blocos geométricos e até arebescos de inspiração árabe e as boas peças feitas de tiras do tecido desfiladas pela Animale.

Um fato curioso: ainda que há calças do tipo skinny, o bacana, parece, é usar as peças mais soltas, jeanswear com cara 90's e me arrisco a prever o provável início de um retorno da matemática calça jeans + camiseta. Há uma estética do sexo como provocação no uso de elementos de lingerie como o silicone, os recortes, as transparências, os acetinados que remetem á um pornô chic á la Helmut Newton. Nesse quesito Alexandre Herchcovitch mostrou seu talento e sua perspicácia como trabalho de corpo na ótima coleção para a Rosa Chá.

Em confronto a esse espírito libertário acontecem fagulhas do estilo militar. Mais austero e correto ele passeia pela alfaiataria com casacos de ombros sérios, elementos da farda desconstruídos ou em releituras e bolsos, muitos bolsos num retorno claro do utilitário. As cores acompanham o militarismo e o nude evolui para os terrosos e tons típicos de inverno como areia, bege, marro, vinho culminando no verde militar.

O lance agora é deixar ponto de cores para acessórios, meias ou sapatos. Nessa temporada também vimos muitas marcas apostando muito na tecnologia. Algumas mais safas, outras ainda inexperiente vimos látex, silicone, chamois, náilon em novas estéticas. O neoprene emprestado do surfwear ganha ares street nessa temporada e sua rigidez proporciona novos volumes. Valeu a pena, marcas como a Redley conseguiram ótimos resultados em suas pesquisas tecnológicas e seus recortes anatômicos. Aliás, os recortes acontecem com tudo se formando através do retalhamento das peças eles mixam tecidos e texturas diferentes além de aderir um ar esporte ás peças.

Entre uma cartela de apostas diversas fica difícil, e cada vez mais démodé, apontar uma direção certa. Hoje em dia é sabido que o estilo é mais importante do que o termo moda. E estilo é aquela velha história, cada um tem o seu. Creio que fiz o que me cabia ao enumerar elementos que mais aconteceram e se fortificaram desfile após desfile. Análises mais profundas acabam sendo irrelevantes numa época como essa onde cada um cuida do seu cada um.

As escolhas do Ask:

- Alexandre Herchcovitch (feminino e masculino)
- Reserva
- Neon
- Fórum Tufi Duek
- Patachou
- Reinaldo Lourenço
- Giulia Borges
- Juliana Jabour
- Maria Bonita
- Redley

Por André Chaves

26.1.10


Carlos Vergara > Sem título, 2009 - Série Carnaval

No domingo de Fashin Rio enquanto o Duster André Chaves ficava pelo Píer Mauá cobrindo desfiles para o Inverno 2010, eu aproveitei a carona e fui de encontro ao Museu de Arte Moderna para dar o confere na linguagem gráfica do artista Carlos Vergara, ler o e-mail-rompimento que Sophie Calle recebeu e ainda apreciar o ótimo trabalho do francês Gérard Fromanger.

Chegando ao MAM a primeira surpresa foi o preço que pulou de R$5,00 a inteira para R$8,00, provando que não é só o Museu Nacional de Belas Artes que aplica essa cobrança absurda. Uma segunda surpresa não demorou mais de 10 minutos para se revelar: eu era ou parecia ser o único carioca dentro do museu, ao meu redor duplas, trios, grupos e famílias de americanos, franceses, alemães e claro muitos japoneses. A terceira furada foi conferir o evento que se armava na Varanda do MAM e o seu infernal teste de som.

Deixando de lado as nacionalidades a primeira e mais esperada expo que conferi foi
Carlos Vergara: a dimensão gráfica - uma outra energia silenciosa, que reúne mais de 200 trabalhos realizados pelo artista dos anos 1960 até hoje, com a linguagem gráfica como fio condutor em toda a sua trajetória de diversas maneiras como monotipias, gravuras, desenhos, 3D, fotografias e filmes. A curadoria é do professor George Kornis e você tem até o dia 14 de março para dar seu confere.

Depois fui ver
Cuide de você da francesa Sophie Calle que era de longe a mais movimentada e onde finalmente encontrei um grupo de paulistanos falando em minha língua. Sophie recebeu um clássico pé na bunda do escritor Grégoire Bouillier e mandou a fonte despacho para várias mulheres diferentes pedindo para que cada uma a interpretasse à sua maneira. Logo na entrada uma cópia do e-mail é entregue junto de um caderno com a tradução de todas as outras.

Por último subi para conferir a exposição Gérard Fromanger – A Imaginação no Poder que tem curadoria da francesa Anne Dary e reúne um ótimo acervo desse ícone da nova figuração francesa até o dia 31 de janeiro e com um brinde todo especial para colecionadores de papel como eu.

Comment dites-vous, 1973 está entre as opções de cartaz brinde para escolher e levar

Falta ainda contar que assim que subi para o terceiro andar um cheiro muito forte e ruim de toscana na brasa inebriou todo o ambiente, e quando olhei para a varanda citada acima um mega-churrasco estava armado e recebendo seus convidados com um som nada agradável para curtir uma ótima expo. Se eu não entendi até agora o que se passava, os gringos que me rodeavam e olhavam para o que estava acontecendo muito menos.
O diretor Luiz Schymura e o curador Luiz Camillo Osório tenho absoluta certeza que não faziam parte dos festejos e o que sobra na memória afetiva e olfativa de aromas e lembranças dos visitantes é a imagem de uma bela sacanagem muito bem feita.

Por Jovian Vianna

25.1.10

Pingente Máscara prata oxidada com zircone R$460 e pingente Redentor brilhante ao anoitecer R$680 na Jota Design

É do Fashion Business que conhecemos as peças de Ana Paula Vivacqua que se inspira no melhor do Rio para criar a coleção Paisagens Cariocas. Elementos cariocas como máscara de carnaval, Cristo Redentor e até as curvas sinuosas do calçadão de Copacabana viram jóias lindas feitas em ouro, prata, zircone e pedras como diamante. Há uma homenagem a Bossa Nova na coleção homônima e músicas como Insensatez de Viníciu de Moraes e Tom Jobim tem suas letras reinterpretadas pelas mãos de Ana Paula. Aliás, hoje (25/1) comemora-se o aniversário de Tom Jobim e o Dia Nacional da Bossa Nova como homenagem ao maestro. As peças estão á venda na Jota Design

Jota Design
Shopping da Gávea - 3° piso

Por André Chaves

Madonna pagando de dona de casa não convence muito mas na campanha para de verão 2010 da Dolce & Gabbana a cantora vestiu o papel em fotos de Steven Klein. A coleção da marca que olha para suas raízes italiana tem em Madonna sua musa. Aliás, Madonna além de ter um passado com os dois estilista foi a musa inspiradora da primeira fragrância homônima da Dolce & Gabbana.


Por André Chaves

23.1.10


Especializado em peças de festa, André Lima acerta em cheio nessa coleção indo contra a todos os modismos lançados durante os desfiles que aconteceram. Com uma moda autoral o estilista abusa de vestidos curtos e justérrimos com recortes e assimetrias de tecidos que mistura lisos com xadrez, com listrado, com estampados numa espécie de colagem sobre o corpo.

André também trabalha as mangas em versões gigantes em alguns vestidos assim como volumes como no vestido verde que é simplesmente lindo. Estruturas acontecem tanto no corpo de alguns vestidos sem manga como nas mangas de um blazer preto. O foco é a mistura de tecidos com recortes na construção das peças com vários artifícios como drapeado, amassado, enrugado para criara novas formas. Os longos são menos desejáveis numa coleção onde os curtos dominam.

Por André Chaves

Com amigos na passarela Marcelo Sommer dialoga sobre a forma de adaptação do homem em situações precárias. É por isso que as roupas apresentadas tem um ar mais sujo e desgastado sinalizando as combinações que se faz quando se tem pouco. É uma coleção forte que mexe com volumes e uma alfaiataria em versão mais destroyed.

Sommer se vale das sobreposições em caráter forte nessa coleção além do xadrez que acontece em paletós ajustados e na camisaria. O brilho acontece no vestido amassado em ouro meio envelhecido e sujo. O estilista utiliza couro com aspecto de couro de crocodilo em saias assimétricas e boas jaquetas. Além disso a estampa de macacos que acontecem nos casacos de inspiração canguru são ótimas. Vale o shape mais solto proposto nesse inverno com chemises largos e o jeanswear com cara de degastado.

Por André Chaves

Nesse inverno a Reserva dá uma reviravolta em seu estilo, aquele ar praiano, carioca que permeia as coleções da marca dessa vez acontece de forma mais séria, adulta, cosmopolita. A marca investe na tecnologia com roupas que vão da passarela direto para o guarda-roupa masculino, sem modificações ou limpezas. A base da coleção é um futuro mais pé no chão com calças em couro, estampadas de um camuflado em forma de pixel, de tecido resinado e até em versões metalizadas.

São bons também os casacos com construções mais elaboradas em lã fria e couro que ganha até versão em matelassê. O shape é mais ajustado, mais colado ao corpo e padronagens como xadrez acontecem em alguns momentos da apresentação. A marca aposta na máxima que diz que se em cima os casacos criam volume, a parte de baixo vem mais seca e até leggings estampadas são desfiladas.

O tricô vem em verde e no cardigã listrado com fio lurex que dá um brillho discreto à peça. Na camisaria a Reserva se livra de aberturas e tudo é bem fechado culminando na gola rolê que acontecem em vários looks. É uma boa mudança na marca com uma moda mais focada no comercial e que acontece sinalizando momentos de seriedade, agradou muito.

Por André Chaves

Camila Bertolote, que agora assume a criação da Carlota Joakina, emprestou de seu talento boas novidades para a marca. Sai aquela estética esporte/futuro e entra um romantismo que casa perfeito com a marca-mãe, a Glória Coelho.

Inspirada pela forma das flores a estilista toma para si a leveza e a fluidez que acontecem em vestidos de comprimento mais curto e no trabalho das mangas mais bufantes. Há também um bom trabalho de texturas em losango que viram casacos, vestidos e saias. A marca trabalha também as flores em texturas que acontecem numa só peça usada com meias que levam raízes estampadas.

Na tentativa de ousar nas formas a estilista não se saiu muito bem nos vestidos finais porém essa escorregada não interfere no trabalho do conjunto do desfile com peças mais comerciais e fáceis de usar. Deu certo a nova proposta para a marca.

Por André Chaves

Se Isabela Capeto em suas últimas coleções, tem criado imagens mais limpas, nessa ela volta a carregar com força no styling e enfeite de suas peças. A estilista trabalha bem o que se propõe a fazer, sabe a medida certa do shape que sua clientela gosta, assim como desenvolve seu trabalho em cima dessa já adquirida sapiência.

Os vestidos, que acontecem míni nessa temporada, nas mãos da estilista vão até o joelho, para dar um exemplo. Ainda há espaço para bordados em jaquetas e calças, transparências, recortes, aplicações de tachinhas, babadinhos e uma infinidade de elementos que Isabela toma para si. Ainda assim acharia mais válido as peças avulsas dos looks construídos para a passarela que muitas vezes ficaram over e pesaram.

Por André Chaves

22.1.10

Se o tempo entre cada edição da festa Shout! aumentou um pouco, a qualidade de atrações e boas ideias acompanharam esse tempo para a festa que fez e faz sucesso entre o público carioca em todas as locações em que já passou como o Arpoador e Copacabana, assim como as boas atrações como o Digitaria. Nesse sábado os produtores Raoni M, Lou Lou Chavarry e Madjer Goulart prometem mais uma Shout! com locação nova e ótimas novidades.

A primeira é a expo-intervenção que reune um bom time de artistas em uma antiga fábrica de chocolates no Santo Cristo com intervenções, fotografia, pintura, vídeo-arte, peças, pequenos shows de música, grafite e stencil. A entrada para o espaço é grátis e o mesmo ainda conta com bar e um refeitório onde serão vendidos soft drinks e comidas vegan respectivamente. Confira aqui a montagem dos trabalhos e um pouco do que essa trupe nos prepara.

A festa acontece no Centro Cultural Veneza e quem passar pela expo-intervenção, ganha uma pulseira que dá direito ao desconto na bilheteria da festa, pagando o preço mínimo a noite toda. Ou ainda na moderna lista amiga criada para conferir atrações como o inédito Live Show do atual trio paulistano Killer On The Dancefloor, Bo$$ in Drama, as meninas
Go East Sol e Maria, R.Sigma, Daniel Hunt da banda Ladytron, Bernardo Campos (Nano Hours) e Yugo (osritimosdigitais) e ainda a banda Glass and Glue.

Símbolo eterno da antiga fábrica de delícias

Por Jovian Vianna

Lino Villaventura é um dos poucos que pode ser chamados de estilista, o criador concebe produtos e imagens tão belas que nomenclaturas, nesse caso, são completamente obsoletas. Nessa temporada as mulheres são pássaros e os homens são os observadores dessa espécie criada por Lino. Mas nada é tão literal, não espere por penas e plumas.

O artista observa movimento de asas, volumes são criados como se fossem um bater de asas, a plumagem brilhate de alguns animais acontecem em alguns looks com brilho e até no patch em tiras de veludo direto do Marrocos. Fora tudo isso existe o belo trabalho artesanal que torce, retorce, trama, destrama, enrosca fios de organza, seda, tule com fios brilhantes criando assim uma tela. Os homens ganham shape mais solto com calças folgadas e camisaria estampada, nada que Lino já não tivesse apresentado antes, mas dessa vez a bossa é mais solta, mais relaxada com cara de passeio na floresta.

Os sapatos dão um show à parte com penas e plumas enfeitando saltos que são mais considerados arte do que elementos do vestir tamanho o trabalho de bordado e decoração. Os vestidos que beiram a fantasia, nessa temporada ganham momentos mais pé no chão. Uma boa sacada foram as meias reuzentes em tecido metalizado em cores como uva e verde, fizeram a diferença com os looks em sua maioria em preto. Os chapéus imitavam bicos de pássaros e eram extremamente lindos, mostrando mais uma vez que Lino Villavenura sabe criar boas imagens com sua moda/arte.

Por André Chaves


Wilson Ranieri se desdobra na alfaiataria para o inverno 2010. O estilista se vale da moulage para criar volumes leves em suas peças e cria estrutura a patir do bom corte da alfaiataria. Repuxos e costuras usadas pelo estilista acabaram virando um meio de enfeite às peças criando pences e texturas repuxadas.

O uso de um tecido de estética mais plástica modernizou a coleção e acontecem em ótimas saias, camisetas e jaquetas. O estilista poderia ter investido mais numa estética lingerie que acontece no último vestido que fecha o desfile. Vale as assimetrias nas alças de camisetas. Ainda que baseado na sua zona e conforto, algumas peças em alfaiataria parecem confusas demais, de repente uma silhueta mais limpa facilitaria o caminho. É algo a se pensar.

Por André Chaves


Caça e caçador, no caso da Neon, caçadoras. Dudu Bertholini e Rita Comparato propõem um safári fashion nessa temporada. Dividido em dois blocos, o primeiro mostra as caçadoras com look típico em cores chapadas como amarelo e vermelho além de calças em chamois mais soltas, ponchos e jaquetas acinturadas. Os vestidos da marca acontecem mais curtos em sua melhor versão mas há espaço para peças mais longas e em estilo chemise.

Vale também as incursões da marca pelo couro onde o melhor momento acontece com Viviane Orth com tailleur de couro ameixa com casacão verde do tecido por cima. O pied de poule vem em looks completos e brinca com cores, existe o preto e branco tradicional mas também existe um com tingimento azulado, ficou bacana. A parte animal é mais lúdica: a zebra acontece em tricô preto e branco, o tucano vira um mega vestido de uma manga só estampada, a coruja vira um camisão estampado.

Há peles falsas e estruturas que os estilistas brincam com alguns tecidos como o couro. É uma bela coleção com boas referências e bem executada pelos estilistas. A Neon perde um pouco da fluidez com que começou sua moda e mostra que também é expert em tecidos planos mais rígidos na construção de suas roupas. Parabéns, moda e bom humor devem andar lado a lado, de mãos dadas.

Po André Chaves

Jefferson Kulig aos poucos se livra das temáticas difíceis que envolviam física, química e matemática para dialogar sobre uma linguagem universal, o estilista nessa temporada se presta a criar uma coleção para todas as mulheres.

Entre novidades e releituras de suas coleções antigas o estilista utilizou novamente a técnica do corte vazado a laser que nessa temporada aparecem em mangas e barra de vestidos ou como aplicação em camisas. Da série de novidades entra o jérsei que ao final da apresentação se transforma em vestidos mega drapeados e com inserções de brilho paetizado em em locais diferentes. Há tamém um trabalho de patch de tecidos na área dos ombros o que resultou em mangas e ombros mais arredondados.

É uma ótima coleção do estilista e, me arrisco a dizer, uma das melhores já apresentadas, com produto forte, comercial, sem escorregões e que dialoga direto com o consumidor, sem enrolações.

Por André Chaves

21.1.10


Alexandre Herchcovicth tem tanta propriedade para criar imagens e tanto talento em transformar idéias em projetos concreto que a temática da morte deve ter sido sopa para o estilista. O tema vem do filme "O sétimo selo" de Ingmar Bergman onde a personagem principal joga xadrez com a própria morte.

Os modelos tinham a cara pintada de caveira como alusão direta ao tema já citado acima. A marca consegue um dos melhores masculinos da temporada com a alfaiataria construindo a maioria dos looks. Acontecem inserções de transparências nas ótimas sobreposições que aparecem até na camisaria. Alexandre apresenta a alfaiataria na medida certa, nem justo nem largo em versões lisas e estampadas além de peças de apelo streetwear como o casaco com capuz. Há também toda uma volta ao clássico na construções de peças como paletós de aboatamento duplo de corte arredondado e uma estética mais atual no uso do xadrez em preto e branco, bem gráfico.

Por André Chaves


A Animale tem seu valor na moda, vem investindo pesado em tecnologias e até hoje conseguiu resultados positivos a seu favor. Nessa coleção não é diferente e mostra na passarela algumas de suas novas descobertas como a camurça com textura de lã, o couro estampado, a lã feltrada e uma penca de artifício técnicos.

O problema reside na pergunta: o que fazer com essa tecnologia toda? A marca mostra coleção com resquícios de imagens passadas, com volumes já explorados, estruturas já vistas e idéias já deglutidas (aliás, idéias essas lançadas pela própria marca). Nesse inverno a Animale dialoga o tempo e acha uma brecha para encher de spikes os vestidos estruturados do primeiro bloco que, é óbvio, só funcionam na passarela. Há algumas desconstruções nos vestidos bem estampados por fotografia tridimensional (mais uma nova tecnologia), mas que poluem e distorcem boas idéias como na aplicação dessa mesma estampa em recortes de peças de alfaiataria.

Ouso dizer que a marca se sai melhor nas peças mais puras, mais limpas como no vestido em lã feltrada azul clarinho e nas calças de corte reto. O problema da marca se agrava no muito panejamento proposto já indicando o final do desfile que conflita entre comprimentos minis e de estrutura mais rígida com montes de tecidos pesando os looks. Para coleções futuras seria bacana uma limpeza e uma nova estética mais simples, mais fluída (de repente), na construção da imagem da marca. As vezes é bacana ver as novas tecnologias sem forçar muito a barra, na sua forma mais sutil e pura.

Por André Chaves

Com uma das melhores coleções feitas para jovens nessa temporada a 2nd Floor se inspira no jogo de tabuleiro Detetive para criar seu inverno que flerta com militarismo soft e na indumentária do detetive mais famoso da literatura, Sherlock Holmes. E esse é o mote para o estilo inglês que acontece nas boas peças em alfaiataria no masculino e feminino com casacos e calças mais soltas.

A marca também investe no jeans com manchado de tinta em versão bem bacana, aliás aqui o jeans ganha espaço e não segue em nada as versões skinny da marca-mãe, a Ellus. O tricô ainda é mais caretinha e melhor funcionam como elementos de camisas e casacos no estilo trench coat. Há espaço para vestido de inspiração nas camisarias com golas e construções assimétricas.

A 2nd Floor também investe numa série de estampa que remete a uma floresta em sombra que acontecem nas boas peças em cáqui e em jaquetas e vestidos de fundo preto. Capas e pelerines de viés de alfaiataria também acontecem e ajuda a criar o clima inglês que permeia a coleção da marca. Atenção ás cabeças de animais usadas em alguns momentos e feitas em tricô, ficaram lindas.

Por André Chaves

A Huis Clos olha para o passado e desfila uma coleção extremamente feminina, feita em sua maioria de vestidos. O diferencial da marca é a qualidade como nas peças em laise do início do desfile de feminilidade ultra.

Além disso estolas e peças com pelinhos acontecem além de enfeites que em muito lembram detalhes de lingerie. A silhueta tem perfume dos anos 20 e acontece mais alongada. A marca poderia ter se arriscado mais, como no caso do militarismo que aparece em um casaco-vestido bem estruturado e com referências mais sutis que poderia ter sido mais exploradas. De resto a marca desfila vestidos lindos de corte impecável e que são realmente a cara da Huis Clos. Às vezes uma transgressão se faz necessária.

Por André Chaves

De uma certa forma foi sentida a falta das meninas Carô Gold e Pitty Taliani da Amapô nos desfiles da temporada passada. Mas depois dessa pausa espera-se um bom desfile e foi o que as meninas mostraram. Com um tema que pode muito fácil cair em uma pegadinha, as meninas conseguiram driblar todas as intempéries e exercitaram suas formas dialogando sobre mendigos e pessoas de rua.

Nas mãos da dupla a temática ganha boas peças em patch de jeans de lavagem escura e clara, alfaiataria mais solta e descompromissada e shapes mais largos. Vale a boa colagem de elementos como mangas que surgem para se amarrarem na frente de casacos. As meninas também se valem das sobreposições bem acertadas e numa desconstrução esperta de peças que acontecem com zíperes que acabam por deixar tudo em camadas soltas.

É inevitável a referência á Galliano em momentos passados quando estreou coleção diretamente inspirada nos mendigos e onde calças acontecem mais largas e usadas com suspensórios além da mistura de tecidos, padronagens e cores como se tudo fosse reiterado a partir de pedaços. A Amapô consegue imprimir ainda a sua assinatura nas peças que ganham estampas da bandeira brasileira em tons apagadinhos. Um ótimo retorno.

Por André Chaves

A arte figurativa mais uma vez inspira Erika Ikezili. Estilo e obras dos artistas Kumi Yamashita, Mira Schendel e Fred Eerdekens representam o inverno 2010 na passarela da estilista. Mesmo com a presença do vinho e do preto, a cartela de cores é extremamente suave; tons lavados como o cinza e o pastel dão total ar de feminilidade às peças.

Calças com corte impecável e às vezes curta, vestidos estruturados com babados de crepe, volume nos ombros como sugere a tendência, fendas profundas, plissados e dobraduras acontecem. A silhueta 20's ficou a desejar. Atenção especial as botas de cano curto, principalmente a de cor azul royal.

Por Daniel Ruscio


Glória Coelho toma seu inverno como uma continuidade de seu verão. Isso se exemplifica nos vestidos estruturados em fitas de tule (no inverno as fitas eram em cetim), que dessa vez acontecem desencontradas e bagunçadas em versão menos alinhada que a do verão. Essas estruturas acontecem em casacos e vestidos logo no início do desfile que vai ganhando estética scifi à medida que vai se desenrolando.

Em seguida, Glória trabalha com estruturas mais rígidas em camadas de tecidos nervurados que inflam mangas e decotes. Glória também usa a textura das plumas que começam com recortes de tule fazendo as vezes de penas e que depois acontecem assumidamente plumas em vestidos finais em listras grossas e acabamentos de saias. É uma coleção que não foge dos padrões da estilista, trabalhando formas e tecidos finos em estilos variados.

Por André Chaves

Karen Fuke contou nessa temporada com a ajuda de Luisa Lovefoxx, vocalista da banda Cansei de ser sexy para desenvolver estampas e algumas idéias e somar á coleção. O problema é que essa soma que poderia ter dado certo, saiu como um tiro pela culatra onde informação demais acaba confundindo o olhar e as propostas. Os looks acontecem melhor quando despoluídos, com inspiração militar nas peças masculinas e nas assimetrias dos casacos femininos.

Brilhos, bordados, estampas em profusão e volumes inflados só contribuíram para a miscelânia de coisas que acabaram por prejudicar a apresentação. A estética menos é mais se faria presente em quase todas as peças onde quando em tecido brilhoso, ela é muito brilhosa, e ainda ganha elementos que insulfam essa propriedade. Além de tudo a pluralidade de referências e estilos acabou não casando, deixando a Triton sem um fio condutor nessa temporada.

Por André Chaves

A Ellus se inspira nas roupas de proteção nessa temporada para redesenhar seu jeanswear já conhecido. A estrela dessa temporada é o leather denim (jeans, elástico, resinado com aspecto de couro), que acontece em calças, jaquetas e macacões da marca já sinalizando um novo hit da marca. A coleção é basicamente em preto pontuada por amarelo, azul e vermelho que aparecem em acessórios e nos forros de algumas peças em estilo double face.

Adriana Bozon exercita modelagens nas calças em jeans tanto para meninas quanto para meninos tentando inserir novas formas, porém a estética skinny é a que mais se faz presente na passarela e pelo jeito, a que mais agrada. No segmento feminino ainda existem vestidos de inspiração na alfaiataria com brilho de couro total ou em detalhes de reforço de zíper. O masculino ganha jaquetas bacanas, em couro mesmo, com um quê utilitário nos bolsos e elementos de uniformes como argolas e tiras de segurança.

Há também o bom uso do náilon e do neoprene em casacos e parkas mais soltos. Vestidos mais estilo cocktail acontecem em comprimento mini e recortes em tecidos plastificados com alças geométricas. É uma boa coleção que se vale da tecnologia para dar certo e que remete aos tempos de uma Ellus mais noventista, de silhueta mais limpa e intenção mais bem definida.

Por André Chaves


Estilo e atitude de Billie Jean Davy e Joanna D'Arc, respectivamente, unem-se para influenciar a inspiração do próximo inverno de Fábia Bercsek. Looks ambíguos ilustram a combinação entre o hardrock urbano e o romantismo feminino, caracetrísticas da estilista. O sexy rock é explicito na passarela de Fábia, representados pelas botas de cano alto, o top com alças de tiras finas, correntes, olhos bem marcados de preto e silhueta forte.

Combinados de uma maneira oposta e complementar aparecem os tons de rosa, cabelos curtos, organza, e babados. Bacana mesmo é a série dos brancos, onde a artista encontrou equilíbrio entre o conceitual e o comercial.

Por Daniel Ruscio